21 August 2014

Grão a Grão :: Little by Little





Ter um blog "criativo" (chamemos-lhe assim, mesmo correndo o risco de parecer pedante) é um pau de dois bicos: por um lado, funciona como estímulo à criatividade e como poderosa ferramenta de automotivação; por outro, há sempre aquela pressão de mostrar trabalho feito e avançar para o próximo projecto. 

Mas fazer à mão é mais do que produzir: é fazer as coisas com calma e alguma ponderação e saborear o processo. Nem tudo tem de ser imediato — nem pode ser, porque fazer à mão leva tempo. Muito tempo. 

Na antevéspera de o Pedro nascer comecei a fazer um quilt para mim. Peguei nas sobras dos quilt kits*, seleccionei as cores e os padrões mais frescos e femininos e avancei para um quilt de triângulos. Vai ter o tamanho de uma cama de solteiro, para que possa mais tarde servir como colcha, manta, tenda, tapete de picnic... A ideia de fazer um quilt com um recém-nascido cá em casa poderá parecer completamente louca (se as coisas feitas à mão levam muito tempo, os quilts então podem demorar uma eternidade) mas tudo depende do estado de espírito com que se aborda o projecto em questão. Este quilt é para se ir fazendo, dez minutos aqui, quinze ali, durante uma sesta, um tempo morto. 

E um dia vou olhar para este quilt e pensar "fi-lo quando o Pedro era bebé".

* por falar em quilt kits, tenho uma série de kits cortados e à espera de serem fotografados... daqui a uns tempos estarão à venda na loja.


Writing a "creative" blog (let's call it that, even if it sounds a bit pedantic) is somewhat two-sided: on the one hand, it stimulates the author's creativity and acts as a powerful self-motivating tool; on the other hand, however, there's always that pressure to show off finished work and move on to the next project. 

But making by hand is much more than simply producing things: you're supposed not to rush it and enjoy the process. Not everything has to be immediate — I mean, making by hand usually takes time. A long time.

Two days before Pedro was born I started making a quilt for myself. I took the remnants from my quilt kits*, selected the freshest, most feminine prints and set about making a half-square triangle quilt. I've decided to make it for a single bed so that later on it can be used as a bedspread, lap quilt, tent or even as a picnic blanket. The idea of making a quilt with a newborn at home may seem crazy (if things made by hand take a long time, then quilts can take up an eternity) but it all boils down to how one approaches the project. This quilt is meant to be worked on slowly, ten minutes here, fifteen minutes there, during nap time, etc.

One day I'll look at it and think "I made this quilt when Pedro was a baby".

* since I mentioned quilt kits, let me just say I've got lots of them all cut and assembled and waiting to be photographed... I'm hoping to put them up for sale soon.

(photos© Constança Cabral)

10 August 2014

Por Aqui :: Around Here







Muito obrigada por todos os comentários, mensagens e emails sobre o nascimento do Pedro. Hesitei bastante antes de partilhar aqui a história completa (embora não esteja assim tão completa... com o passar dos dias fui-me lembrando de mais pormenores) — ponderei publicar no blog uma versão aligeirada e condensada dos acontecimentos, mas depois achei que não faria sentido... e agora estou contente por não o ter feito. Num blog como este, a fronteira entre o pessoal e o privado nem sempre é fácil de estabelecer e, na maior parte das vezes, refreio as minhas partilhas. Mas este caso é especial.

Dentro daquela aflição tivemos uma sorte enorme, já viram? Decidi logo não me zangar com a parteira (ela faz parte de um sistema que funciona assim), assim como não pensar naquilo que poderia ter corrido mal. Correu tudo bem e sinto-me incrivelmente agradecida e abençoada.

Por aqui estamos em pleno modo pós-parto/recém-nascido, com todos os incómodos, dúvidas, surpresas e alegrias que isso implica. Dar de mamar com sucesso e gerir as birras do Rodrigo são, sem sombra de dúvida, os maiores desafios, mas os momentos de puro deleite não faltam: ver os abraços que o Rodrigo dá ao Pedro, descobrir covinhas numas bochechas já tão cheias, quando nos dá um intervalo bom à noite. Mais uma vez digo que temos uma sorte imensa.

A minha prioridade é alimentar o Pedro, dar atenção ao Rodrigo e dormir, mas vou tentando fazer outras coisas aqui e ali, nem que seja só durante 5 minutos. Comer uma taça de iogurte no jardim. Apanhar flores. Coser uns triângulos para o meu novo quilt de Primavera (que comecei na véspera do nascimento do Pedro).

Cá estamos, e está tudo bem.


Thank you so much for all the comments, messages and emails regarding Pedro's birth [I still haven't translated the whole story into English but I'm hoping to do it over the next week]. I second-guessed my decision to share the story here but now I'm glad I've done it. On a blog such as this one it's sometimes hard to define where the personal ends and the private begins, and more often than not I limit my sharing quite a lot. But Pedro's birth was special.

Amidst the tribulation we were incredibly lucky. I've no hard feelings and I've decided not to think about what could have gone wrong. Everything went well and I feel so blessed and thankful.

Aound here we are buried deep into post-partum/newborn mode, with all it entitles: discomfort, doubts, surprises and joy. Breastfeeding successfully and managing Rodrigo's temper are the main challenges right now, but we're also experiencing moments of pure delight: watching Rodrigo cuddling Pedro, finding dimples in his round cheeks, when he sleeps for a good few hours at night. I'll say this again and again-. we are so lucky.

My priorities now are feeding Pedro, spending time with Rodrigo and sleeping but I'm trying to carve out 5 minutes here and there to do other things. Like eating a bowl of yoghurt in the garden. Picking flowers. Piecing some triangles for my spring quilt (the one I started on the eve of Pedro's birth).

We are here, and all is well.


(photos© Constança Cabral)

07 August 2014

Pedro





Pedro
1/08/2014
3,320 kg

[escrever para não esquecer]

O Pedro nasceu no jardim da nossa casa na Nova Zelândia.

Estava previsto para 27 de Julho de 2014 e acabou por nascer na madrugada do primeiro dia de Agosto. No jardim, às 6h45 da manhã. Em pleno Inverno.

Fez-se anunciar durante dois dias com contracções irregulares: umas espaçadas, outras muito próximas; umas fortes, outras mais suportáveis. Quando, ao fim de trinta e tal horas disto, nos encontrámos com a parteira no hospital (precisamente 6 horas e 45 minutos antes de o Pedro ter dado entrada no mundo), o veredicto foi desconsolador. "Ainda há muito pela frente. Muitas horas, dias até. Tem de sentir contracções fortíssimas de 4 em 4 minutos pelo menos durante 2 ou 3 horas." "Mas estou tão cansada. E dói tanto" e larguei num pranto. "Constança, o parto dói muito. Engravidou, esteve grávida e agora vai ter de passar pelo parto. A dor não mata. Custa, mas não mata. Tome estes comprimidos [paracetamol] e vá para casa. Tente dormir."

E para casa viemos. Nova viagem de 20 minutos de carro. Cama. Sacos de água quente. O Tiago adormeceu imediatamente. E eu tive contracções. Muitas. Fortes. Lembro-me de contar assim "1- vou aguentar. 2- vou aguentar. 3- vou aguentar." Até chegar ao 20. Não tive forças para marcar o tempo nem o intervalo entre contracções. Acho que ia adormecendo entre elas.

A certa altura houve uma que me fez dar um grito e agarrar-me à cabeceira da cama. Chamei o Tiago e lembro-me de ter pensado "não me posso descontrolar. Se me descontrolo, não aguento." Mas esta contracção - tal como as que se seguiram - era diferente. Era mais em baixo. Dava vontade de fazer força. De repente saiu qualquer coisa. E eu fiquei assustada e disse "Tiago, às vezes os partos correm muito mal! Telefona à parteira!" Tentei falar com ela mas não consegui. Gritos à filme. Só pensava "não posso fazer força cedo de mais [aquilo que se ouve nos filmes]. Vou soprar velas. Deus queira que o Rodrigo não acorde."

Contracções. Contracções. Contracções. "Conchinha, ouve-me bem. Vais andar até ao carro." "NÃO!" "Vais sim. Vem." A minha mãe entretanto aparece. Calça-me os sapatos. Ajuda o Tiago. Passo a porta de casa. Grito. Apoio-me no capot do carro. Mordo a mão do Tiago. "Ele vai nascer!" "Não vai nada. Vamos. Temos de ir." "Tiago, ele vai nascer!" Três passos até ao lado do carro. Porta de trás aberta. Tento entrar. "Está a sair! Aqui!" Toco. "Está a sair a cabeça!" A minha mãe espreita. Estou em pé, em cima da gravilha, com as mãos apoiadas no banco de trás do carro.

"Conchinha, já nasceu. O Pedro já nasceu."

"Telefonem à parteira."

Os vizinhos do lado aparecem.

"É preciso passar o cordão para a frente", diz a filha deles, que é condutora de ambulâncias. A minha mãe ajuda-me.

Peguei no Pedro ao colo?

Ambulância. Tiago. Maca. O Pedro ao colo do Tiago. Paramédicos (um deles o mesmo que cá veio quando, grávida de 3 meses, escorreguei e caí no corredor). Dei a mão à paramédica.

Injecção para expulsar a placenta. O Pedro ao colo do Tiago. Muitos solavancos. Gemo.

Chegamos ao hospital. Elevador, sala de partos. "Tussa. Faça força."

"Good girl, Constança. Good girl."

Pontos. Intermináveis.

O Pedro mamou. Pesaram-no, mediram-no. Temperatura: 34,6. (Ou será que só mamou depois?)

A parteira foi buscar torradas e um Milo. Entrou, saiu, entrou, saiu. Soube tão bem estar ali com o Tiago, e com o Pedro em cima de mim. Lembrei-me da sala de partos em Burton. E do Rodrigo.

Telefonei à minha mãe. Tomei duche. Fomos para o quarto.

Dormimos duas noites no hospital.

Estamos em casa.

O Pedro tem 4 dias.


xxxx Street
Nova Zelândia
5 de Agosto de 2014

[English version coming soon]

28 July 2014

Organizar com Sacos :: Organising with Drawstring Bags






Quando chegou a altura de fazer a mala para levar para o hospital, apercebi-me de que tinha de arranjar uma maneira para organizar a roupa do bebé. Não sei quanto tempo vou lá estar (em Inglaterra fiquei menos de 24 horas, mas como cá os hospitais têm menos gente, talvez lá esteja uns dias) e prefiro levar roupa a mais do que a menos... e quero manter tudo dobrado e arrumado dentro da mala.

Fiz então uma série de sacos com cordões para separar a roupa por género (optei por separá-la por tipo de peças em vez de fazer toilettes completas para o primeiro dia, segundo dia, etc). E, para facilitar a vida ao Tiago, coloquei etiquetas em todos os sacos. Imaginei-me a pedir-lhe algo como "passa-me um body de golas, um fatinho de lã e umas botas" ou "tira daí um body interior, um pijama e um casaco de malha" e ele ficar a olhar para mim com um ar perdido. Com etiquetas não há que enganar!

A construção dos sacos é semelhante à deste, mas fi-los ligeiramente mais pequenos (35 x 40 cm) e com costuras inglesas. E escolhi os tecidos mais floridos que encontrei no meu armário — já que vou estar sempre rodeada de rapazes, quero que as minhas coisas sejam ultra femininas!


When I started packing the hospital bag I quickly realised that I had to come up with a way to organise all the baby clothes. I don't know how long I'm going to stay there (in England it was less than 24 hours but here in NZ hospitals are much less crowded so I might sleep there for a couple of nights) and I'd rather pack too much than too little... and I need some kind of way to keep things tidy inside my bag.

So I sewed a handful of drawstring bags in order to separate the baby clothes by type — and to make things even easier for Tiago I labeled each bag. This way he won't feel completely puzzled when I ask him something like "pass me a body with collar, a woolen overall and a pair of booties" or " I need a bodysuit, pyjamas and a cardigan".

The construction of the bags is similar to what I've done here, only slightly smaller (35 x 40 cm) and with French seams. The choice of floral fabrics was very deliberate: since I'm going to be surrounded by boys I want my things to be as girly as possible!

(photos© Constança Cabral)

25 July 2014

Por Aqui :: Around Here







Ando com vontade de voltar a publicar posts com apanhados do meu dia-a-dia cá em casa. Posts mais espontâneos e mais mundanos, pequenos vislumbres da minha vida — momentos que, no último ano e meio, passei a partilhar no Instagram e não aqui no blog. Gostava que se tornasse algo frequente (quinzenal? semanal? o melhor é não me comprometer com nada nesta altura): quero desafiar-me a tirar mais fotografias, experimentar ângulos diferentes, tentar captar pormenores e registar estes instantes para a posteridade.

Estou prestes a completar as 40 semanas de gravidez. Tenho passado os últimos dias a fazer cortinados para a bay window do nosso quarto (3 janelas com 3,30 m de altura). A roupa de bebé está toda lavada e arrumada. Trouxe uma série de livros da biblioteca. Tenho aproveitado a ajuda da minha mãe para descansar (e coser). Continuo a fazer pão. Já há flores de Primavera nos jardins e nos supermercados. A minha máquina de costura entregou a alma ao Criador e tive de arranjar uma substituta (a decisão teve de ser tomada rapidamente e acabei por comprar uma Bernina Nova 900 dos anos 80... mas tenho muitas saudades da minha Bernina Record 830 e não vou descansar enquanto não encontrar outra igual).

Ao escrever este post, lembrei-me de um que escrevi há dois anos e meio, uns dias depois de ter completado as 40 semanas do Rodrigo. O país era outro mas também era Inverno (apesar de o mês ser Fevereiro e não Julho). E, curiosamente, os meus dias eram passados de maneira semelhante... ora espreitem aqui.


I've been wanting to come back to posting snippets of my days at home. I'm feeling the urge to publish more spontaneous and mundane snapshots here on the blog — some of those moments that I've been sharing  on Instagram for the past 18 months. I'd like to do it with some kind of frequency (weekly? fortnightly? maybe this isn't the best time to make this kind of commitments): I want to challenge myself to take more pictures, try different angles, capture details and freeze some instants of my life.

I'm two days short of being 40 weeks pregnant. I've been spending the last few days making curtains for the bay window in our bedroom (no small task... I'm talking three windows that are 3,30 m high). All of the baby clothes are washed and ready. I've borrowed a few books from the library. I've been making the most of the fact that my mother's here and I've been resting (and sewing lots). I'm still baking bread. Spring flowers can be spotted in gardens and supermarkets. My sewing machine died and I had to find a replacement (the decision had to be made quickly and I ended up buying a Bernina Nova 900 from the 1980s... but I'm still mourning my Bernina Record 830 and I shall not rest until I manage to track down another one).

Whilst sketching out this post I remembered writing a similar post two and a half years ago when I was a couple of days overdue with Rodrigo. I was living in a different country but it was also winter time (even though the month was February rather than July). And funnily enough, my days were spent in a very similar way... check it out here.

(photos© Constança Cabral)

23 July 2014

Porridge e Puré de Maçã na Bimby :: Thermomix Porridge and Apple Sauce



Há uns anos tive a sorte de receber a Bimby como presente e não há dúvida de que dá muito jeito no dia-a-dia, especialmente para pessoas que, tal como eu, detestam ficar horas em frente ao fogão (por isso é que gosto tanto de fazer bolos). Vou poupar-vos a uma prelecção sobre todas as vantagens da máquina mas não queria deixar de falar-vos em duas coisas que faço para o Rodrigo praticamente todas as semanas: porridge (papas de aveia) e puré de maçã. São tão simples que hesitei várias vezes em partilhá-las no blog, mas como talvez as achem úteis, aqui vão elas.

A few years ago I was lucky enough to receive a Thermomix as a birthday present. This appliance is incredibly popular in Portugal and can be a great help in the kitchen, especially for people who, like me, don't particularly enjoy spending hours in front of the stove (that's why I love baking so much). I'm going to spare you from a detailed lecture about all its wonders — instead I'll tell you about two things I cook in it for Rodrigo nearly every week: porridge and apple sauce. Because they are so simple I've hesitated to share them on the blog... but you might find them useful, so here goes.


Comecemos pelo porridge. Ao contrário do que acontece em Portugal, tanto em Inglaterra como na NZ não há grande variedade de papas infantis. Em Inglaterra ainda havia uma ou duas hipóteses decentes (e felizmente com muito menos açúcar do que Nestum ou Cerelac), mas na NZ só há uma e é bastante duvidosa. Como felizmente o Rodrigo não é alérgico ao glúten, desde os 6 meses que lhe dou porridge e hoje em dia é isso que ele come todos os dias ao pequeno-almoço.

Faço uma dose bastante generosa que costuma durar 5 ou 6 dias no frigorífico — de manhã encho uma taça com papa e aqueço-a um minuto no microondas (o suficiente para deixar de estar gelada). Depois adiciono sempre um bocado de mel ou puré de fruta (o porridge sozinho é algo sensaborão).

Eis a minha receita (adaptada do livro britânico da Bimby):

Porridge
100 g de flocos de aveia 
1300 g de leite gordo 
15 minutos / 90ºC / velocidade 4 

A receita original usa 600 g de leite mas a papa fica grossíssima, por isso fui experimentando com diferentes quantidades e cheguei à conclusão que 1300 g são ideais para mim. No momento em que sai da Bimby parece muito líquida, mas quando arrefece engrossa bastante.


Let's start with porridge then (a warning for all of you natives from the British Isles: do not read this). Little children in Portugal tend to eat a sort of mashed, sugary cereal for breakfast until they're old enough to make do with bread and butter and a glass of cold milk. This means that in Portugal there's a huge variety of baby cereal on the market (some people continue to have it for breakfast well into adulthood); however, this isn't the case in the UK and in NZ. In the UK I could still find one or two decent options (thankfully they were much healthier than the Portuguese versions) but in NZ there's only one and quite frankly, it smells funny. Given the fact that Rodrigo isn't gluten intolerant, he's been eating porridge since he was 6 months old — in fact, this is what he eats for breakfast every single day.

I make a big batch at the beginning of the week and it usually lasts for 5 or 6 days in the fridge — every morning I fill up a bowl and reheat it for one minute in the microwave (just enough to warm it up a bit). I then throw in some honey or a spoonful of fruit purée.

Here's my recipe (adapted from the UK edition of the Thermomix recipe book):

Porridge
100 g of old-fashioned rolled oats
1300 g of full-fat milk
15 minutes / 90ºC / speed 4 

The original recipe called for 600 g of milk but the porridge turned out much too thick for my taste so I kept experimenting and eventually came up with 1300 g. When you tip it out of the Thermomix it looks horribly thin but as it cools down it thickens quite a lot.



Passemos agora ao puré de maçã, uma sobremesa que adoro desde pequena... para mim, ocupa aquele espaço entre fruta fresca e doce de colher. Eis a minha receita:

Puré de maçã
encher a Bimby com maçãs descascadas e cortadas aos bocados (às vezes acrescento uma ou duas pêras)
30 minutos / 100ºC / velocidade 1
2 minutos / velocidade 9

Não leva água nem açúcar e fica com uma consistência excelente!


Now onto apple sauce, the sort of dessert I've loved ever since I was a little girl... for me it fills that gap between fresh fruit and a proper pudding. Here's my recipe:

Apple Sauce
fill the Thermomix with peeled apples cut into chunks (I sometimes add one or two pears)
30 minutes / 100ºC / speed 1
2 minutes / speed 2

No need to add any water or sugar!

(photos© Constança Cabral)

21 July 2014

Alcofa II :: Moses Basket II






Há dois anos comprei e forrei uma alcofa para o Rodrigo (podem revê-la aqui). Apesar de ter gostado bastante dela (sobretudo porque foi forrada com um lençol dos meus avós), tive alguma pena, por um lado, que não fosse mais funda e, por outro, que não tivesse varão para um véu. 

Há um ano, já na Nova Zelândia, deparei-me com uma alcofa antiga numa venda de garagem e não resisti a comprá-la. Uns meses mais tarde, mandei fazer um colchão e forrei-a, desta vez com duas fronhas de travesseiro do enxoval da minha bisavó. Para o véu usei uma cortina de cassa que em tempos esteve pendurada na janela do meu quarto em casa da minha mãe. 

Como já devem ter reparado, tiro um enorme prazer destes reaproveitamentos, tão práticos quanto sentimentais... Como é bom conseguir prolongar o uso das coisas ao longo das gerações! 


Two years ago I bought and lined a moses basket for Rodrigo (you can revisit it here). Even though I was perfectly happy with it (especially because I made the liner using an embroidered bed sheet that used to belong to my grandparents), I always felt a bit sorry that: 1- there was no canopy, and 2- the basket wasn't a little deeper.

A year ago, here in New Zealand, I came across an old wicker bassinet in a garage sale and couldn't resist the urge to buy it. A few months later, I ordered a custom mattress and I lined it, only this time around I used two linen pillowcases that were part of my great-grandmother's trousseau. For the canopy I used a curtain that once hang in my own bedroom at my mother's. 

As I'm sure you've already realised by now I take great pleasure in repurposing these things... for me it's as practical as it is sentimental. I love being able to prolong the use of things across my family's generations!

(photos© Constança Cabral)

18 July 2014

Capas de Édredon :: Duvet Covers





A meu ver, um dos grandes confortos do dia-a-dia é uma cama feita de lavado. Lençóis 100% algodão (ou linho!), bem esticados, a cheirar a sol e, de preferência, brancos. Em Portugal ainda é relativamente fácil e acessível comprar lençóis de óptima qualidade, mas na Nova Zelândia nem por isso. Há uns tempos falei-vos na capa de édredon que fiz para a nossa cama — funciona tão bem que voltei a fazer outras duas.

Se vier a fazer mais uma, já decidi que, em vez de aplicar o bordado em cima do lençol, vou cosê-lo de lado — assim.


As far as I'm concerned, one of the great comforts of everyday life is sleeping on clean sheets in a freshly made bed. Pure cotton (or linen!) sheets, taut and crisp, preferably white and with that lovely smell of having been dried out in the sun. In Portugal it's still fairly easy and affordable to buy great quality bedding but in New Zealand... not so much. A few months ago I told you about the duvet cover I made for our bed — I like it so much that I've already sewn two more.

If I ever make another one, I think I'll stitch the trimmings sideways rather than on top — just like this one here.

(photos© Constança Cabral)

15 July 2014

Progressos do Boneco Waldorf :: Waldorf Doll Progress








O boneco está quase pronto e o Rodrigo adoptou-o ainda antes de eu lhe ter cosido as pernas. Tem tanta graça ver como ele o trata como se fosse um bebé: põe-no a dormir, tapa-o com uma manta, pega-lhe ao colo e dá-lhe palmadinhas no rabo... mas também o atira ao chão, vira a cama ao contrário e tenta meter-se lá dentro. Isto promete!

No próximo post sobre o boneco mostro-vos o cabelo, o colchão, a colcha em patchwork e a roupa (bem, a parte da roupa ainda não se materializou... vamos lá ver se terei tempo!).


The doll is almost ready and Rodrigo adopted it even before I had managed to sew on the legs. It's so funny to watch him treat it like a real baby: cuddling it, putting it to sleep and covering it with a quilt... but he also throws it around and tries to climb into the doll cot. I wonder what he's going to do to his little brother!

In my next post about the doll I'll tell you all about the wig, the mattress, the patchwork quilt and the clothes (well, I haven't actually sewn any clothes yet... let's just assume I'll find the time to make them!).

(photos© Constança Cabral)
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